sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Plano Nacional de Leitura


Nova iniciativa que pretende promover a leitura de periódicos entre as crianças e os jovens
20 de Out de 2009

O Plano Nacional de Leitura (PNL) e a revista Visão Júnior, com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), celebraram um protocolo com o objectivo de promover o gosto pela leitura de periódicos entre as crianças e os jovens.
No âmbito deste protocolo, a Visão Júnior irá incluir nas suas páginas conteúdos relacionados com as propostas do Plano Nacional de Leitura e da Rede de Bibliotecas Escolares, enquanto, em contrapartida, o PNL e a RBE recomendam às bibliotecas escolares a assinatura da revista Visão Júnior.
A revista Visão Júnior oferece às bibliotecas escolares preços especiais de assinatura e o livro "Máquina do Tempo" por cada assinatura efectuada.
A revista poderá ser utilizada em sala de aula para realização de actividades de leitura e de escrita, destinando um exemplar da Visão Júnior a cada par ou grupo de alunos da turma, sendo que a decisão de fazer a assinatura da revista e a dinamização da sua leitura caberá ao professor bibliotecário.
Esta iniciativa sugere algumas actividades a realizar em sala de aula com os alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos de escolaridade, dividindo-os em três categorias:
Mostra que és bom a ler pretende ser uma rubrica ideal para a participação em grupo, na qual os alunos deverão consultar a página electrónica da revista Visão Júnior, onde estarão três perguntas sobre o conteúdo da revista do mês de Novembro. Cada grupo deverá enviar as respostas para a revista através de endereço a divulgar brevemente.
Mostra que és bom a resumir é uma rubrica indicada para a participação individual, na qual os alunos deverão resumir um artigo da revista Visão Júnior do mês de Janeiro e outro do mês de Fevereiro.
Mostra que és bom a escrever assume-se como uma rubrica destinada para a participação em grupo, na qual os alunos deverão fazer uma reportagem sobre a biblioteca escolar da sua escola, que terá de ser entregue até ao final do mês de Abril. A Visão Júnior disponibilizará, através da sua página electrónica, indicações técnicas sobre o modo de realizar esta reportagem.
Para mais informações consultar: Rede de Bibliotecas Escolares

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vacinação de crianças


A ministra da Saúde indicou hoje, quarta-feira, que no início da próxima semana poderá ter início a vacinação contra a gripe A (H1N1) de crianças até aos cinco anos.
Esta Noticia foi retirada do JN de 11/11/2009

Bibliotecas no mundo


A antiga e recente história das bibliotecas é marcada por fatos de pura resistência do conhecimento. Ela vem sofrendo ao longo dos anos a ação do tempo, as guerras, a censura, e mesmo assim elas conseguiram sobreviver a todos os ataques. Na Idade Média, por exemplo, as bibliotecas quase foram extintas, vindo principalmente pela ação de censura da Igreja Católica. Mas, contraditoriamente, foram nos mosteiros, preservadas em esconderijos, e que elas conseguiram mais uma vez se salvar. Um bom exemplo desse tipo de operação medieval foi resgatado no romance O Nome da Rosa, de autoria de Umberto Eco. Na verdade, as bibliotecas são a metáfora do fênix, que, segundo a tradição egípcia, era uma ave fabulosa que durava muitos séculos e, quando queimada, renascia das próprias cinzas.

Exposição sobre a companhia de Jesus


Assinala-se, em Setembro de 2009, o 250.º aniversário da expulsão da Companhia de Jesus dos Domínios Portugueses. Trata-se, seguramente, de um dos temas mais polémicos da historiografia nacional. Esta oscila geralmente entre duas posições antagónicas. Por um lado, a «lenda negra» que assaca todo o tipo de acusações à milícia inaciana, muitas das quais sem qualquer verosimilhança. O processo começou logo com o intenso combate político, ideológico e religioso travado entre a Coroa, sob a orientação de Sebastião José de Carvalho e Melo, e os discípulos de Loiola, tendo perdurado até ao século XX, com particular virulência no decurso da Primeira República. Por outro lado, surgiu a «lenda dourada» que atribuiu toda a responsabilidade à idiossincrasia e ao comportamento do futuro marquês de Pombal, isentando os religiosos de quaisquer responsabilidades e transformando-os em meras vítimas de um algoz que pretendera, desde o início do governo de D. José I, destruí-los.
A realidade foi, como poderemos verificar, bem mais complexa do que as versões redutoras que vigoraram durante séculos. As investigações entretanto levadas a cabo e novas interpretações permitem concluir que se trata de um complexo fenómeno histórico que se centrou nos três principais reinos católicos (Portugal, França e Espanha) em que se defrontavam governos eivados dos princípios do Despotismo Esclarecido que não toleravam a existência de corpos autónomos - fossem eles aristocráticos, corporativos ou religiosos – que não se submetessem à autoridade incontestada do soberano e dos seus órgãos de governo ou oficiais régios. A simples resistência às ordens reais era considerada intolerável e merecedora de severa punição qualquer que fosse o estatuto dos infractores.
A resistência da Companhia de Jesus às novas orientações políticas assumiu um carácter mais dramático em Portugal e Espanha, devido aos enormes privilégios e à grande influência de que gozava sobretudo nas Américas Portuguesa e Espanhola, teatros onde se jogou a sorte dos inacianos em meados de Setecentos


Retirado do site bn@bnportugal.pt 11/11/2009